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		<title>Sabedorias de bolso</title>
		<link>http://deadend.blog.terra.com.br</link>
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		<language>pt-BR</language>
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			<title>Alright</title>
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We are young, we run green, Keep our teeth, nice and clean, See our friends, see the sights, feel alright, We wake up, we go out, smoke a fag, Put it out, see our friends, See the sights, feel alright, Are we like you? I can't be sure, Of the scene, as she turns, We are strange in our worlds, But we are young, we get by, Can't go mad, ain't got time, Sleep around, if we like, But we're alright, Got some cash, bought some wheels, Took it out, 'cross the fields, Lost control, hit a wall, But we're alright, Are we like you, I can't be sure, Of the scene, as she turns, We are strange in our worlds, But we are young, we run green, Keep our teeth, nice and clean, See our friends, see the sights, feel alright, Are we like you, I can't be sure, Of the scene, as she turns, We are strange in our world, But we are young, we run green, Keep our teeth, nice and clean, See our friends, see the sights, feel alright.
(Supergrass)</description>
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			<title>We are young</title>
			<description>Estudo na UnB. Aquela universidade que se destaca por apari&#231;&#227;o de especialistas em notici&#225;rios televisivos, por formar bons profissionais, outros nem tanto, por se dar, tempos em tempos, &#224; greves intermin&#225;veis e, mais recentemente, por viver uma &#34;revolu&#231;&#227;o&#34; estudantil.
Um movimento plural, cheio de id&#233;ias diversas e mentes um tanto divergentes, saiu em busca do&#160;cumprimento&#160;de suas reivindica&#231;&#245;es, tendo como o ponto&#160;culminante o pedido de afastamento do ent&#227;o reitor, Thimothy Mulholland. Este foi acusado de improbidade administrativa, gra&#231;as&#160;&#224; reforma de seu apartamento funcional com dinheiro ent&#227;o destinado &#224; pesquisas cient&#237;ficas. Os estudantes do movimento ocuparam a reitoria, num impulso instigado por professores afiliados &#224; partidos pol&#237;ticos e outros l&#237;deres estudantis. As reivindica&#231;&#245;es, desde o in&#237;cio, eram v&#225;rias.
E aquilo que saiu de um encontro de inquieta&#231;&#245;es, meio sem planos concretos,&#160; estende-se por dias. &#34;Thimothys&#34; com um bigodinho&#160;hitlerista s&#227;o reproduzidos &#224; la Andy Warhol, compondo a decora&#231;&#227;o do pr&#233;dio ocupado.&#160;Hinos s&#227;o cantados. &#34;Ocupa e resiste!&#34;.
O reitor renunciou ao cargo, o&#160;vice tamb&#233;m. Eles conseguiram o que os expectadores duvidavam e, &#233; bem prov&#225;vel que eles pr&#243;prios&#160;n&#227;o tivessem tanta certeza desses resultados. Mas o acampamento continua.&#160; Ainda reivindicam. Querem a paridade nas elei&#231;&#245;es para reitor.
Eles n&#227;o se cansam. &#34;Eles&#34; porque a UnB tem por volta de 24 mil alunos. Quando h&#225; assembl&#233;ia, &#233; prov&#225;vel reunir mil e poucos em prol da causa. Mas se voc&#234; for ao pr&#233;dio da reitoria&#160;agora, encontrar&#225; no m&#225;ximo 50 pessoas.&#160;N&#227;o &#233; um movimento dos estudantes da UnB, mas &#233; composto por parte deles.&#160;Muitos s&#227;o contra, in&#250;meros s&#227;o indiferentes.
&#201; um movimento de opini&#245;es, utopias, impulsos, direitos, deveres, interesses pol&#237;ticos e apol&#237;ticos, risos, gritos, barracas, barraco, sons, nervos, birra, dedica&#231;&#227;o. 
&#160;</description>
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			<title>Fechado para balan&#231;o</title>
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Certa vez, quando estava fazendo meu caminho de volta para a casa, propus-me a pensar na vida. A cada passo dado, algum detalhe ou momento me corria &#224; cabe&#231;a. Como quando ca&#237; da biscicleta e ralei o joelho. Ou quando a minha cachorra morreu. Lembrei de quando tive de sair de casa, ainda crian&#231;a, para estudar na capital. A morte do meu primo, da prima, da bisav&#243;. O peso da responsabilidade aumentando conforme eu crescia. A falta. A dor. A saudade. Tudo se juntava pra montar um fardo de ang&#250;stia deprimente. Nada parecia ter valido a pena at&#233; aqui. Foi ent&#227;o que tropecei numa pedra. A pedra no meio do caminho. De Drummond e meu. Olhei-a fixamente e, por um breve instante, eu pude ouvi-la dizer: &#34;Pare de pensar besteira!&#34;. Ent&#227;o parei e resolvi voltar &#224; vida. Sem pensar muito nela. </description>
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			<title>A Febre</title>
			<description>Dois mil e oito chegou. 
Estava ansiosa para decidir o tema do primeiro texto do ano: Febre amarela ou BBB8?
Como os dois assuntos est&#227;o a&#237;, degladiando como espartanos e persas por um espa&#231;o na Tela da TV no meio desse povo, optei por for&#231;ar uma rea&#231;&#227;o. 

Vou fazer como o Pedro Bial. Quando voc&#234; menos esperar, vou arrancar uma filosofia de algum lugar at&#233; ent&#227;o inifilosof&#225;vel. Desenterrarei adjetivos pr&#233;-cambrianos para o Aedes Aejypti, formularei piadas de duplo-sentido para o Tempor&#227;o, convocarei as mitologias gregas para interpretar a situa&#231;&#227;o das filas nos Postos de Sa&#250;de.

Vou articular provoca&#231;&#245;es entre "Povo e Governo", insistir num tom jocoso que cada macaco fique no seu galho e pedir para voc&#234; continuar espiando a vida nas "&#225;reas de risco". Sortearei vacinas extras para amenizar a tens&#227;o, mas ainda assim terei que anunciar aqueles que passaram pelo pared&#227;o e que deixar&#227;o lembran&#231;as.

E farei voc&#234; perceber que n&#227;o importa o que aconte&#231;a: nem todo mundo sai ganhando no final.
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			<link>http://deadend.blog.terra.com.br/a_febre</link>
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			<title>Ho ho ho, Feliz Natal!</title>
			<description>
&#201; fato. O esp&#237;rito natalino j&#225; est&#225; nas vitrines das lojas, na neve dos pinheiros artificiais, no &#8220;bom velhinho&#8221; contratado para tirar foto com crian&#231;as nos shoppings. Os dias est&#227;o mais suport&#225;veis e as noites mais iluminadas. Os perus come&#231;am a sair das prateleiras de congelados dos supermercados para comporem, juntamente com as frutas caras e raras de fim de ano, a ceia do Natal. As castanhas, aquelas que deveriam ser consumidas mais regularmente por sua capacidade de aumentar a taxa do colesterol &#8220;bom&#8221;, s&#227;o compradas aos montes. As guirlandas nas portas, as velas nas mesas, o pres&#233;pio no canto da sala, o sonoro &#8220;I wish you a Merry Christmas&#8221; para contextualizar o ambiente e se nos esfor&#231;amos, um &#8220;Ho ho ho&#8221; pode ser ouvido ao longe.Tudo &#233; estrategicamente arranjado para criar um ar de renova&#231;&#227;o, de dias melhores. Repare: &#233; nessa &#233;poca do ano que as pessoas ficam essencialmente melhores. Elas n&#227;o presenteiam umas as outras por terem se portado bem ou s&#243; porque o capitalismo selvagem investiu profundamente nessa data a fim de promover o com&#233;rcio. Os Correios n&#227;o recebem os presentes em resposta &#224;s v&#225;rias cartinhas de crian&#231;as carentes por mera obriga&#231;&#227;o social. As pessoas, ou a maioria delas, querem celebrar os bons sentimentos. Querem aproveitar o tempo em que temos licen&#231;a para esquecer aquilo que precisamos lembrar diariamente e que nos limita &#224; felicidade instant&#226;nea. Aproveitar o tempo em que temos permiss&#227;o para levar a vida menos a s&#233;rio e convidar a esperan&#231;a e o altru&#237;smo para comemorar o que est&#225; por vir.</description>
			<link>http://deadend.blog.terra.com.br/ho_ho_ho_feliz_natal</link>
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