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We are young, we run green,
Keep our teeth, nice and clean,
See our friends, see the sights, feel alright,
We wake up, we go out, smoke a fag,
Put it out, see our friends,
See the sights, feel alright,
Are we like you?
I can't be sure,
Of the scene, as she turns,
We are strange in our worlds,
But we are young, we get by,
Can't go mad, ain't got time,
Sleep around, if we like,
But we're alright,
Got some cash, bought some wheels,
Took it out, 'cross the fields,
Lost control, hit a wall,
But we're alright,
Are we like you,
I can't be sure,
Of the scene, as she turns,
We are strange in our worlds,
But we are young, we run green,
Keep our teeth, nice and clean,
See our friends, see the sights, feel alright,
Are we like you,
I can't be sure,
Of the scene, as she turns,
We are strange in our world,
But we are young, we run green,
Keep our teeth, nice and clean,
See our friends, see the sights, feel alright.
(Supergrass)
Estudo na UnB. Aquela universidade que se destaca por aparição de especialistas em noticiários televisivos, por formar bons profissionais, outros nem tanto, por se dar, tempos em tempos, à greves intermináveis e, mais recentemente, por viver uma "revolução" estudantil.
Um movimento plural, cheio de idéias diversas e mentes um tanto divergentes, saiu em busca do cumprimento de suas reivindicações, tendo como o ponto culminante o pedido de afastamento do então reitor, Thimothy Mulholland. Este foi acusado de improbidade administrativa, graças à reforma de seu apartamento funcional com dinheiro então destinado à pesquisas científicas. Os estudantes do movimento ocuparam a reitoria, num impulso instigado por professores afiliados à partidos políticos e outros líderes estudantis. As reivindicações, desde o início, eram várias.
E aquilo que saiu de um encontro de inquietações, meio sem planos concretos, estende-se por dias. "Thimothys" com um bigodinho hitlerista são reproduzidos à la Andy Warhol, compondo a decoração do prédio ocupado. Hinos são cantados. "Ocupa e resiste!".
O reitor renunciou ao cargo, o vice também. Eles conseguiram o que os expectadores duvidavam e, é bem provável que eles próprios não tivessem tanta certeza desses resultados. Mas o acampamento continua. Ainda reivindicam. Querem a paridade nas eleições para reitor.
Eles não se cansam. "Eles" porque a UnB tem por volta de 24 mil alunos. Quando há assembléia, é provável reunir mil e poucos em prol da causa. Mas se você for ao prédio da reitoria agora, encontrará no máximo 50 pessoas. Não é um movimento dos estudantes da UnB, mas é composto por parte deles. Muitos são contra, inúmeros são indiferentes.
É um movimento de opiniões, utopias, impulsos, direitos, deveres, interesses políticos e apolíticos, risos, gritos, barracas, barraco, sons, nervos, birra, dedicação.

Certa vez, quando estava fazendo meu caminho de volta para a casa, propus-me a pensar na vida. A cada passo dado, algum detalhe ou momento me corria à cabeça.
Como quando caí da biscicleta e ralei o joelho. Ou quando a minha cachorra morreu. Lembrei de quando tive de sair de casa, ainda criança, para estudar na capital. A morte do meu primo, da prima, da bisavó. O peso da responsabilidade aumentando conforme eu crescia. A falta. A dor. A saudade. Tudo se juntava pra montar um fardo de angústia deprimente. Nada parecia ter valido a pena até aqui.
Foi então que tropecei numa pedra. A pedra no meio do caminho. De Drummond e meu. Olhei-a fixamente e, por um breve instante, eu pude ouvi-la dizer: "Pare de pensar besteira!". Então parei e resolvi voltar à vida. Sem pensar muito nela.

É fato. O espírito natalino já está nas vitrines das lojas, na neve dos pinheiros artificiais, no “bom velhinho” contratado para tirar foto com crianças nos shoppings. Os dias estão mais suportáveis e as noites mais iluminadas.
Os perus começam a sair das prateleiras de congelados dos supermercados para comporem, juntamente com as frutas caras e raras de fim de ano, a ceia do Natal. As castanhas, aquelas que deveriam ser consumidas mais regularmente por sua capacidade de aumentar a taxa do colesterol “bom”, são compradas aos montes.
As guirlandas nas portas, as velas nas mesas, o presépio no canto da sala, o sonoro “I wish you a Merry Christmas” para contextualizar o ambiente e se nos esforçamos, um “Ho ho ho” pode ser ouvido ao longe.Tudo é estrategicamente arranjado para criar um ar de renovação, de dias melhores.
Repare: é nessa época do ano que as pessoas ficam essencialmente melhores. Elas não presenteiam umas as outras por terem se portado bem ou só porque o capitalismo selvagem investiu profundamente nessa data a fim de promover o comércio. Os Correios não recebem os presentes em resposta às várias cartinhas de crianças carentes por mera obrigação social.
As pessoas, ou a maioria delas, querem celebrar os bons sentimentos. Querem aproveitar o tempo em que temos licença para esquecer aquilo que precisamos lembrar diariamente e que nos limita à felicidade instantânea. Aproveitar o tempo em que temos permissão para levar a vida menos a sério e convidar a esperança e o altruísmo para comemorar o que está por vir.